Incentivos de luxo A moda é oferecer mimos sofisticados a funcionários de bom desempenho
 Por Ana Paula Kuntz
Fim de ano, nas empresas, é época de avaliação dos resultados. O Natal, sabemos todos, é temporada de presentes. Una o útil e o agradável e eis a tendência que não pára de crescer: a premiação de funcionários com mimos sofisticados, luxuosos, quase oníricos. São viagens, automóveis de classe e outros prêmios com estilo. A Alog, empresa carioca de data center, vive momentos de alvoroço. Quem bater a meta de R$ 140 mil em vendas terá direito a dez dias no Taiti. “É um destino improvável para nossos vendedores, por isso aguça o desejo da conquista”, diz Liana Rangel, analista de marketing da Alog.
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Vila do Pan Prêmio: Oito apartamentos, por sorteio, no valor de R$ 100 mil Quem oferece: Patrimóvel, a funcionários que venderam unidades do condomínio de luxo |
A SulAmérica Seguros anunciará os campeões de 2005 em um cenário especial. Hospedará seus corretores no resort Club Med de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, onde a diária chega a R$ 500. Lá, além de oferecer aulas com o tenista Fernando Meligeni, a seguradora sorteará carros que valem mais de R$ 70 mil, como o Honda Civic e o Corolla.
“Há três tipos de motivação: a atitude, o prêmio e a pressão”, diz Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, promotora de vendas de imóveis. “A magia é encontrar a calibragem correta”. Ele parece tê-la encontrado. Em apenas um dia, seus corretores venderam 1100 dos 1480 apartamentos da Vila Pan Americana, condomínio de luxo na Barra da Tijuca que hospedará os participantes dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e depois servirão de morada comum. Quem vendeu mais teve mais chance de levar um, avaliado em R$ 100 mil.
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Honda Civic Prêmio: o carro, avaliado em cerca de R$ 70 mil, é sorteado Quem oferece: SulAmerica, aos convidados para o Club Med |
De acordo com a Associação de Marketing Promocional (Ampro), a política de incentivo movimentará, no Brasil, R$ 2 bilhões até o fim do ano. A Incentive House, empresa líder no segmento que em 2004 faturou mais de R$ 400 milhões, deve crescer 30% este ano. “Não recomendamos bônus salariais nem participação nos lucros, pois são benefícios passivos”, afirma Jorge Medauar, diretor de criação da Incentive House e vice-presidente de Desenvolvimento Setorial da Ampro. “O conceito de incentivo está a atrelado a desafios e resultados, ao merecimento da recompensa”. É um novo e admirável mundo. 
Escrito por Márcia Soares às 16h31
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